Órgãos de trânsito municipais e estaduais começaram nesta segunda-feira (13), uma série de blitze, com objetivo de remover veículos estacionados de forma irregular, em Fortaleza.A Redação Web do Diário do Nordeste acompanhou uma dessas operações, mais precisamente no trecho entre a Av. Tristão Gonçalves e a Rua Pedro Pereira, no Centro.
Em cerca de quarenta minutos, foram removidas sete motocicletas e um automóvel. A operação segue ao longo do dia em outras ruas do bairro e à tarde vai incluir o bairro Aldeota, nas avenidas Antônio Sales e Desembargador Moreira, bem como nas ruas Visconde de Mauá e Marcos Macedo.
Integram a força-tarefa a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). As três instituições têm ainda o apoio do Ministério Público Estadual (MPE).
Para dar suporte à ação foram utilizados dois caminhões-reboque, viaturas da AMC, Detran-CE e PRE e dois policiais militares em cada uma das equipes. A principal infração registrada durante a primeira blitz foi o estacionamento em calçadas.
Dor de cabeça, pontos na carteira e multas
O servente André Coelho foi um dos pilotos que teve a moto removida. "A gente vem resolver um problema e se depara com outro. Agora, recém-operado, vou ter de pagar uma multa sem ter de onde tirar esse dinheiro", reclamou.
De fato, quem tiver o veículo removido durante as blitze não terá vida fácil para recuperá-lo e ainda levará cinco pontos de penalização na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Além da multa de, no mínimo R$ 127, 69, o condutor ainda terá de pagar taxa de reboque no valor de R$ 63,86 e diárias que variam de R$ 6,08 para motos a R$ 15,19 para carros.
População diverge sobre blitze
Realizada em horário de intensa movimentação, a primeira blitz de remoção de veículos estacionados irregularmente dividiu as opiniões de populares. Houve até salva de palmas para um motorista que conseguiu evitar o reboque do automóvel que conduzia.
Estacionar é desafio em FortalezaMas se há abuso por parte de motoristas, também há grandes dificuldades para estacionar de forma legal.
No Centro, em poucas vias é permitido estacionar e muitas pessoas acabam recorrendo aos estacionamentos particulares, mesmo reclamando dos preços cobrados por esse tipo de estabelecimento.
Já as vagas para a chamada "Zona Azul" são limitadas. Nesses locais é permitido estacionar, desde que o condutor adquira um bilhete, no valor de R$ 1,00 por 2 horas.
Em toda a cidade, a AMC só disponibiliza 2.630 vagas de estacionamento nessa modalidade.
Fonte: Diario do Nordeste